A infeliz existência das injustiças

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A infeliz existência das injustiças

Mensagem por Karen Louzada em Ter Maio 02, 2017 3:20 am

"Ao fazer uma leitura sobre a escravidão nos Estados Unidos da América, estudada por Genovese (1988), percebi que muitos dos valores que os escravos possuíam lá, eram presentes nos escravos vindos para o Brasil (o que não é de se espantar, pois eram provenientes do mesmo continente africano). Além disso, pode-se perceber que estes valores, no Brasil, ainda são, de certa forma, transmitidos através do jogo de luta dançada denominado capoeira." Diz um trecho do texto que serviu de reflexão para nossa última aula.

Decidi escolher esse trecho pois achei interessante o fato de citar que tanto os escravos dos Estados Unidos quanto o do Brasil eram tratados de formas parecidas, ou seja de forma inferior. Foi então que  a injustiça foi "iniciada" no Brasil, pelo simples motivo de algumas pessoas se sentirem no direito de tirar outras de um país, só porque elas eram negras e pobres.

Quando paramos para pensar em injustiça, vemos o quanto o ser humano em boa parte é horrível. Como um ser se sente no direito de apontar o dedo para outro, só por causa de sua cor, de sua escolha religiosa, ou só pelo motivo de ter uma opinião diferente? Essa é uma pergunta que há várias respostas, mas raramente há resposta em forma de atitudes.

Você pode muito bem achar errado julgar os outros pela aparência, mas deve sentir medo ao caminhar em uma rua sozinha, com um homem negro ao seu lado (logicamente você achará que será assaltada). Você pode ter mil argumentos falando que não tem preconceito com gays, mas o primeiro apelido ofensivo que chamará seu amigo é "viado" ou também poderá não aceitar seu filho ser gay ou lésbica.

Professor, o senhor pode pensar que estou fugindo do contexto, mas ao meu ver não estou. Os africanos vieram ao Brasil só por serem negros, isso é preconceito, isso é injustiça. E então o senhor pode perceber que o que citei acima também é preconceito e também é injustiça.

Como forma de se defender, os escravos começaram a praticar a capoeira, uma dança, mas também uma luta. A escravidão pode ter acabado no Brasil, mas a luta não. A luta contra as injustiças vão continuar. Como diz Bob Marley "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho nos olhos, ainda haverá guerra." E essa frase não serve só pra o preconceito racial, serve para um todo. Modificando essa frase eu transformo em " Enquanto as diferenças dos outros serem motivos para julga-los, ainda haverá injustiça".
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Karen Louzada

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